
Todo dia eu faço o mesmo caminho de casa até o ponto de ônibus. Vida de universitário também é difícil.
Todo dia eu caminho até aquele banco e arranjo um lugar pra sentar (se houver) e espero. Normalmente, tenho que esperar de quinze minutos a meia hora, mas as vezes demora mais.
Todo dia eu tenho aqueles quinze ou trinta minutos pra esperar e para "fazer nada". A prática mais antiga da humanidade.
Todo dia outras pessoas seguem essa rotina, cada uma com o seu rumo.
Todo dia tem um garoto com um violão naquele ponto de ônibus.
Todo dia ele desce naquele ponto ainda com a farda do colégio e procura algo com os olhos.
Todo dia ele encontra o que está procurando. Porque todo dia ele espera ou encontra alguém esperando.
Todo dia a mesma pessoa.
Todo dia eu vejo pelo canto dos olhos enquanto ele e a garota se abraçam e se beijam. Eu não sei se eles estudam em horários diferentes ou se o Garoto do Violão simplesmente está faltando alguns dias de aula voluntariamente. Mas não importa.
Eu só sei que todo dia eles trocam o mesmo olhar.
E todo dia eu não consigo deixar de sorrir quando eles se vêem, mesmo sem saber coisa alguma sobre eles.
Porque mesmo que seja todo dia, ainda assim, eles tornam o dia único um para o outro.
Todo dia, discretamente. Num lugar qualquer da cidade, na rua, no ponto de ônibus.
(Originalmente postado no Vegetando em 8/5/2009)
~Lê lendo o texto --> Aff um texto sobre rotina u_u
ResponderExcluir~Lê continuo lendo --> Putz! mais um texto sobre romance? v_v
~Lê chego numa determinada parte do texto
"Eu só sei que todo dia eles trocam o mesmo olhar.
E todo dia eu não consigo deixar de sorrir quando eles se vêem, mesmo sem saber coisa alguma sobre eles."
~Lê eu depois de ler essa parte --> (*_*)
~Lê eu posando esse comentário --> *(^-^)* (blushed)